Segundo o coordenador geral de Cooperação Internacional do MEC, Leonardo Barchini, os mecanismos de cooperação com a Venezuela para o ensino do português no país estão a ser articulados pelo MEC e pelo Ministério das Relações Exteriores.O Governo venezuelano decidiu incluir a língua portuguesa como disciplina opcional no currículo oficial do próximo ano lectivo, mas a falta de professores poderá ser um obstáculo para a iniciativa.
Será desenvolvido inicialmente um programa piloto em 14 escolas do Estado de Carabobo, uma importante localidade a 250 quilómetros de Caracas. De acordo com Barchini, os presidentes do Brasil e da Venezuela, Lula da Silva e Hugo Chávez, assinaram, durante um encontro no Recife, um acordo na área de educação que prevê, entre outros pontos, o ensino da língua portuguesa.
Na semana passada, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal justificou com a falta de dinheiro a incapacidade portuguesa para corresponder à iniciativa venezuelana.
"Portugal vive uma conjuntura de enormes oportunidades no que toca ao ensino da língua portuguesa e à promoção da língua portuguesa no estrangeiro conjugada com exiguidade de recursos", explicou então João Gomes Cravinho à Lusa.
A utilização de professores brasileiros decorre ainda do Brasil manter actualmente cinco leitorados na Escola de Idiomas Modernos, da Universidade Central da Venezuela, enquanto Portugal tem apenas um leitorado.
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